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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Esclerose múltipla: tratamento precoce é a chave da reabilitação

Por Diego Simi 

30 de agosto é o Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla. A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica que geralmente atinge mulheres com idade entre 20 e 40 anos, provocando, entre outros sintomas: perda de visão, visão dupla, dormência, fraqueza, falta de equilíbrio e fadiga.

É uma patologia relativamente rara. De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, mais de 2,5 milhões de pessoas são acometidas pela doença no mundo.

Por ser uma doença autoimune, onde o sistema imunológico  ataca o organismo, não existem métodos preventivos específicos para a esclerose múltipla. A melhor maneira de manter uma boa qualidade de vida nesse caso é sempre estar atento aos sintomas, como alerta o fisio-terapeuta Ronaldo dos Santos, do 
Hospital Dia da APRAESPI: “A pessoa deve estar sempre muito atenta aos sintomas da doença, porque são muito sutis e aparecem por pouco tempo. E é justamente aí que mora o perigo, pois muitas pessoas simplesmente não dão a mínima importância para esses sintomas pensando que não seja nada de anormal”.

Normalmente a esclerose múltipla começa a se manifestar com pequenas alterações sensitivas, turvações na visão e até uma leve perda no controle da urina.


“O ideal é que assim que a pessoa detecte essas alterações ela já procure um médico. A tendência  é que os sintomas se tornem mais freqüentes com o passar do tempo. Quanto mais cedo for feito o tratamento,  melhor”, completa o fisioterapeuta.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

APRAESPI participa de reunião de Hospitais Filantrópicos com o Ministério da Saúde

Por Diego Simi

A diretoria da APRAESPI parece não medir esforços para trazer melhorias para a cidade. Desta vez os representantes da entidade viajaram para Brasília, onde se reuniram na quinta-feira com o deputado federal Antonio Brito (PTB-BA) para entregar ao ministro Alexandre Padilha (Saúde) um documento que pode mudar o atendimento nas Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do país.

A proposta apresentada pela Subcomissão de Seguridade Social, presidida por Brito, visa reajustar a tabela SUS. Para isso, o SUS deverá bancar 100% do valor dos procedimentos de internação. Como atualmente só 65% dessa quantia é bancada pelo órgão, o déficit foi se instalando ano a ano no setor, o que gerou uma dívida de mais de R$11 bilhões.

No documento também foi solicitado ao ministro Padilha dinheiro extra para o pagamento dessas dívidas, incluindo a da APRAESPI, que foi gerada pela defasagem da tabela e fornecimento de próteses.

A Associação participou de todos os momentos de discussão da proposta e espera que o Ministério  aprove todas as reivindicações contidas no relatório, o que resultará em benefício para Ribeirão Pires e região.

“Temos muita esperança que o ministro Padilha veja com carinho essas propostas para solucionar as dívidas das Santas Casas, Hospitais Filantrópicos e APAES”, afirmou em nota a comissão da Entidade.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Lair vai a Brasília reivindicar mais verbas para Saúde

Por Diego Simi

Lair Moura, esteve em Brasília na última terça-feira, onde participou da Comissão de Santas Casas e Hospitais Filantrópicos para, mais uma vez, tentar trazer novos recursos para a Saúde Municipal.

A Comissão pretende solucionar a defasagem de recursos do financiamento SUS, principalmente para os hospitais filantrópicos, que enfrentam um pesado endividamento. Para isso, os 60 maiores hospitais filantrópicos conveniados pelo SUS de todo o País foram convocadas para elaborar um relatório apresentando alternativas para resolver o caso. Representantes do Ministério da Saúde também estiveram presentes.

Os provedores da Santa Casa de Maceió (AL) e Porto Alegre (RS), foram os porta-vozes do grupo, entregando estatísticas. Segundo eles, são “estarrecedoras” as situações da saúde filantrópica realizadas em todo o Brasil.

As Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, como é o caso da APRAESPI, viabilizam o direito do cidadão à Saúde garantido pela Constituição Brasileira, entretanto, mesmo fazendo o dever do Estado, o pagamento dessa prestação de serviços pelo SUS tem até 40% de defasagem no país.

A presidente Dilma Roussef (PT), em seu discurso de posse, prometeu que reverteria o quadro calamitoso da Saúde no Brasil, o que ainda não aconteceu. Esse fato foi lembrado pelos participantes do evento.

No encontro, Lair Moura chamou a atenção do grupo para a situação atual da Saúde em Ribeirão Pires, cuja má gestão perdeu R$ 2 milhões/ano do recurso de reabilitação: “E outros tantos milhões pela falta de vergonha na cara, através do desvio de verbas, que está sendo apurado”, finalizou.

Três novos pontos de coletas de assinaturas da campanha pela Saúde pública

Na condição de maior centro de reabilitação da Região do Grande ABC, a APRAESPI entrou
na campanha pela Saúde Pública e em dois meses já conseguiu colher mais de 1.500 assinaturas. Agora, a Entidade firmou mais três novos pontos de coleta. Em Ribeirão foi escolhida a Rádio Pérola da Serra. Já em Rio Grande da Serra, foram definidas a APAE local (
Rua Carlos Santos, n.º 156 - Jardim Novo Horizonte) e a Rádio Esplanada (Largo da Independência, n.º 07 - Centro).

Para contribuir com a campanha, o eleitor precisa estar munido de título eleitoral e RG. 

APRAESPI é a primeira a homenagear Valdírio Prisco

Por Diego Simi

A Diretoria da APRAESPI  decidiu em reunião homenagear o ex-Prefeito  Valdírio Prisco (PMDB), que faleceu no dia 18 de maio aos 79 anos. Um salão do COPAR – Centro Ocupacional Profissionalizante ‘Adélia Redivo’ – recebeu o nome do ex-governante.

 Em 1976 Valdírio cedeu em comodato o terreno de 10.790 m² para a APRAESPI, que na época se  chamava APAE, onde hoje funciona  o COPAR, atendendo mais de 200 jovens em período integral no ensino profissionalizante. 

“Como Cidadã Ribeirãopirense, me  sinto honrada por ser a APRAESPI a primeira Entidade a homenagear o nosso saudoso Valdírio Prisco”, declara Lair Moura, que ocupava o cargo de presidente da APRAESPI no último mandato de Prisco.

"Como Cidadã Ribeirãopirense, me  sinto honrada por ser a APRAESPI a primeira Entidade a homenagear o nosso saudoso Valdírio Prisco"

Lair Moura

 

Valdírio Prisco governou Ribeirão Pires durante três mandatos (1973 a 1976, 1983 a 1988 e 1993 a 1996)
e foi considerado um político empreendedor e ousado para o seu tempo. Ele foi responsável pela retirada do morro onde hoje fica o  centro da cidade. Neste mesmo local está sendo construído o Museu Municipal.
“É justo que o museu leve o seu nome, foi o político com mais histórias em Ribeirão Pires”, argumenta Lair, que inclusive já formou chapa com o ex-governante nas eleições municipais de 2004.

Moradores do distrito de Ouro Fino Paulista estão elaborando um abaixo-assinado para rebatizar com o nome de Prisco a Estrada da Casa Vermelha, onde residiam os familiares do ex-prefeito.
 
Existe ainda um projeto que visa mudar o nome da Av. Brasil, no centro, para “Prefeito Valdírio Prisco”.

APRAESPI cria centro para sanar problemas das mães de crianças com deficiência

Por Diego Simi

Recém inaugurado, Espaço Família já atende famílias do ABC
A APRAESPI inaugurou nesta segunda-feira o ‘Espaço Família’, que funciona como um centro de integração completo para as famílias dos alunos atendidos na entidade. Como as crianças com deficiência necessitam de cuidados especiais, muitas mães se vêem obrigadas a deixar seus empregos para se dedicar exclusivamente ao filho.

Pensando nisso, a APRAESPI criou um centro que contará com assistentes sociais e monitoras onde as mães além de terem um lugar para ficar durante as 4 horas que as crianças são atendidas, ainda serão beneficiadas com palestras e cursos profissionalizantes. "Eu tenho sorte de poder trazer e buscar minha filha de carro, mas eu vejo muitas mães que realmente sofrem por ter de ficar tanto esperando pelo filho, seja na chuva ou no sol forte. É de dar pena", comenta a professora Silvana Souza, que vem diariamente levar sua filha até a Escola Valentino Redivo.

Serão criadas também oficinas de artesanato com o objetivo de levantar recursos para ampliar o Espaço Família e melhorar a renda das mães que estão fora do mercado de trabalho. Essa nova ideia beneficiará famílias como a da dona de casa Rosana Melo, que teve de deixar seu emprego para cuidar do filho com síndrome de down. "Esse centro da APRAESPI vai ser muito bom pra gente que perdeu o emprego. É coisa de Deus!", enfatiza.

Outro ponto que será privilegiado pelo novo centro da entidade é a questão da orientação. Muitas mães encontram dificuldades para cuidar de seus filhos com deficiência pela falta de familiaridade com o assunto, por isso, serão realizadas sessões diárias de instrução para as famílias cuidarem adequadamente das crianças e o processo de reabilitação desenvolvido pela APRAESPI ser mais rápido e vantajoso

Mãe de criança atendida na APRAESPI


 

Paciente vence a luta contra doença rara com ajuda da APRAESPI

 Por Diego Simi

A síndrome de Guillain Barre é uma doença auto-imune onde ocorre uma lesão da bainha de mielina, tecido responsável por levar informações vindas dos nervos periféricos para o cérebro. A síndrome ocorre pela produção de auto-anticorpos que atacam e destroem essa bainha de mielina. A doença é considerada rara. Sua incidência anual é de, em média, três casos por 100 mil habitantes na América.

Os principais sintomas são: dor nos membros inferiores seguida por fraqueza muscular, perda de reflexos, alteração da deglutição, e disfunção vesical e intestinal. Ao perceber os sintomas, o paciente deve ser atendido imediatamente.

Tratamento - Por afetar todo o corpo e causar seqüelas, a síndrome de Guillain Barre requer um tratamento adequado e rápido. O Hospital Dia da APRAESPI possui uma equipe especializada com fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais para o tratamento e recuperação de pessoas com deficiência física, sendo uma das poucas unidades de saúde que trata pessoas com a síndrome em toda a região do Grande ABC.
Nos últimos anos, a APRAESPI conseguiu recuperar centenas de pessoas, que agora podem levar uma vida sem tantas dificuldades.
É o caso da doméstica Elisabete Mariano, 40, que em maio de 2010 sofreu de uma infecção urinária e em seguida contraiu a doença de Guillain Barre, onde perdeu os movimentos de todo o corpo.

“Um dia acordei e minha perna se paralisou. Quando eu estava indo para o hospital, meu corpo se paralisou todo, eu só mexia os olhos. Não tinha forças nem para falar”, conta Elisabete

Três dias depois de ser examinada e receber atendimento médico inicial no Hospital São Lucas em Ribeirão Pires, Elisabete foi transferida para o Hospital Heliópolis, em São Paulo, onde permaneceu quase um mês.

Ao receber alta em junho do mesmo ano, a paciente foi encaminhada ao Hospital Dia, onde iniciou seu tratamento. Há dois anos ela passa por sessões de fisioterapia duas vezes por semana e recebe apoio de psicólogos e terapeutas ocupacionais.

Elisabete conta que atualmente sua vida voltou ao normal graças a APRAESPI: “Eu fiquei totalmente paralisada e não podia fazer nada, não conseguia me alimentar , hoje eu posso me alimentar sozinha, tomar banho sozinha, posso lavar louça, fazer comida. Ainda não tenho muito equilíbrio, mas já voltei a andar ”.

A junção de esforços entre a família e equipe médica especializada é a chave do sucesso da APRAESPI na recuperação de milhares de pessoas que já passaram pela entidade, assim como a agora recuperada Elisabete.
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