quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Saiba como determinar se seu filho é uma criança com autismo.

O autismo é um tipo de transtorno muito conhecido entre as pessoas, entretanto, muitas delas não apresentam um conhecimento mais aprofundado sobre o transtorno autista, o que em certos casos pode atrapalhar a família e a criança posteriormente, já que as crianças com autismo devem ser atendidas precocemente. 
Beth Fernandes, administradora do CATI - Centro de Atendimento aos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento -, unidade da APRAESPI que atende pessoas com autismo, explica alguns pontos importantes que podem ajudar a descobrir se uma criança é ou não autista. 

O que é autismo? 

É uma alteração que afeta a capacidade da pessoa se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente. Algumas crianças apesar de autistas apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam também mutismo, retardo mental e retardo no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento. 

Características comuns

Não estabelecem contato visual. Aparentam serem surdos, podem começar a desenvolver sua linguagem e repentinamente esse processo é interrompido, sem retorno ao estágio inicial.
Agem de maneira indiferente em relação à outras pessoas, o que pode fazer com que os autistas ataquem quem está a sua volta sem motivos. 
São inacessíveis diante das tentativas de comunicação e interação por parte de outras pessoas. 
Ao invés de explorarem o ambiente, restringem-se a se fixarem em poucas coisas. Colocam objetos na boca. São inquietos e apresentam gestos imotivados como balançar o corpo, por exemplo.
São agressivos e mostram-se insensíveis aos ferimentos, podendo inclusive, ferirem a si próprios intencionalmente. 

Manifestações sociais

Muitas vezes o início é normal, quando bebê estabelece contato visual, agarra um dedo, olha na direção de onde vem uma voz e até sorri. Contudo, outras crianças apresentam desde o início as manifestações do autismo. A mais simples troca de afeto é muito difícil, como, por exemplo, o próprio olhar nos olhos que é uma das primeiras formas de estabelecimento de contato afetivo. Toda manifestação de afetos é ignorada, os abraços são simplesmente permitidos, mas não são correspondidos. 
As crianças com autismo levam mais tempo para aprenderem o que os outros sentem ou pensam como, por exemplo, saber que a outra pessoa está satisfeita através de um sorriso ou de gesticulações. 
Além dessa dificuldade de interação social, comportamentos agressivos são comuns especialmente quando estão em ambientes estranhos ou se sentem frustradas. 

Razões para esperança

Quando os pais de uma criança descobrem que seu filho é portador de autismo muitas vezes cultivam duramente algum tempo ainda a esperança de que ele iria recuperar-se  completamente. Algumas famílias negam o problema e mudam de profissional até encontrar alguém que lhes diga outro diagnóstico. Como seres humanos a dor sentida pode ser superada, mas nunca apagada, porém a vida deve manter seu curso. Hoje mais do que antigamente há recursos para tornar as crianças autistas o mais independente possível. A intervenção precoce, a educação especial, o suporte familiar e em alguns casos acompanhamento medico que é realizado na APRAESPI ajudam cada vez mais no aprimoramento da educação de crianças autistas. 
A educação especial pode expandir suas capacidades de aprendizado, comunicação e relacionamento com os outros enquanto diminui a freqüência de crises de agitação.

Diagnóstico

Os pais são os primeiros a notarem algo diferente nas crianças com autismo. O bebê desde o nascimento pode mostrar-se indiferente a estimulação por pessoas ou brinquedos, focando sua atenção de maneira prolongada por determinados itens. Por outro lado, certas crianças podem começar com um desenvolvimento normal nos primeiros meses para repentinamente se isolarem. Contudo, podem se passar anos antes que a família perceba que há algo de errado. Nessas ocasiões os parentes e amigos muitas vezes reforçam a idéia de que não há nada de errado, dizendo que cada criança tem seu próprio jeito. Infelizmente isso atrasa o início de uma educação especial, que deve ser feita o quanto antes. 
Não existem testes laboratoriais que possam diagnosticar o autismo. Assim o diagnostico deve ficar por conta da entrevista e do histórico do paciente, sempre sendo diferenciado de surdez, problemas neurológicos e retardo mental. Uma vez feito o diagnostico a criança deve ser encaminhada para um profissional especializado e este se encarregar de confirmar ou negar o referido diagnóstico. 
Dentre vários critérios de diagnósticos, três são importantes serem destacados: apresentação de poucas ou limitadas manifestações sociais, habilidades de comunicação não desenvolvidas, comportamentos e atividades repetitivas. Todos esses sintomas devem aparecer antes dos três anos

Dra. Lair da APAE concede entrevista no Programa APRAESPI Notícias

A superintendente da APRAESPI Dra. Lair Moura Sala Malavila Jusevicius, a Lair da APAE, foi entrevistada na última edição do Programa APRAESPI Notícias, realizada no dia 04 de outubro na Rádio Pérola da Serra 87,5FM em Ribeirão Pires.

A entrevista teve como ponto central as eleições para presidência da FEAPAESP - Federação das APAEs do Estado de São Paulo -, na qual Lair Moura é a candidata que representa a Chapa Esperança.

No programa de rádio, Dra. Lair divulgou sua plataforma de campanha e esclareceu para os ouvintes seus planos caso assuma o cargo máximo da FEAPAESP.

Para ouvir a entrevista concedida pela Dra. Lair da APAE ao Programa APRAESPI Notícias:
CLIQUE AQUI
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