segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A arte da reabilitação

Graças ao trabalho de Lair na Apraespi, paciente descobre talento com artes 

- Revista Melhor do Comércio 

Vitório pavimenta sua casa após recuperação na Apraespi


Vitório dos Santos tem as mãos ásperas, calejadas pelo tempo. Homem simples e de fala serena, aos 63 anos exercia dignamente o ofício de pedreiro, com o qual se sustentou desde tenra idade. No entanto, a vida o obrigou a fazer uma pausa.  Acometido por uma meningite bacteriana, se viu forçado a amputar as pernas e antecipar sua aposentadoria.

O imenso apreço pela profissão que seguiu durante toda a vida fez com que os dias de aposentadoria fossem ainda mais difíceis. Ao mesmo tempo, o desejo de voltar ao trabalho ajudou o pedreiro a reunir forças para recomeçar. “Me sentia enclausurado em casa, sem poder fazer muita coisa, dependendo da minha família para quase tudo.  Daquele jeito não dava para continuar. Senti que era o momento de mudar”.

A primeira etapa da mudança na vida de Vitório foi sua chegada à Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência). Foi no centro de reabilitação que descobriu que tinha um  dom: o talento com as artes. Ele percebeu que as mesmas mãos que durante décadas lidaram com argamassa e pesados blocos de concreto poderiam agora produzir belos ornamentos.

Rodrigo da Silva, professor de educação artística da Apraespi, foi o primeiro a notar o dom de Vitório. “Durante o cotidiano das aulas, que ajudam na reabilitação de pacientes com deficiência física, percebi que o senhor Vitório tinha habilidades impressionantes. Por exemplo, na montagem dos mosaicos, ele limava as pedras com tanto esmero, com tanto perfeição, que os trabalhos iam ganhando formas magníficas. O talento do senhor Vitório era como um diamante bruto a ser lapidado”.

Foi então que o pedreiro passou a se dedicar cada vez mais ao artesanato. Todas as noites quando voltava da Apraespi, ia trabalhando em sua especialidade: os mosaicos. Peça por peça, Vitório lentamente ia aprimorando sua destreza. Contorno por contorno, a beleza da obra ia se revelando. “Tem que cortar direitinho, lixar direitinho, para que as peças se encaixem e o mosaico fique bonito. É como uma música bonita, que as palavras certas são escolhidas, aqui também é preciso escolher e ordenar as pecinhas direito”.

Com o passar do tempo, as obras de Vitório foram ganhando notoriedade e reconhecimento. Ele conta com orgulho a sensação que teve ao conseguir vender o primeiro mosaico: “é uma satisfação muito grande, é muito gratificante. É muito bom ganhar um dinheirinho com a arte, mas o mais importante para mim é saber que existem pessoas que reconhecem meu esforço”.

Mosaico trabalhado por Vitório
Esforço é o que não falta para o artesão finalizar suas criações. Dependendo do mosaico, pode demorar até dois anos. Vitório está trabalhando em um mosaico com um desenho em forma de borboleta. Só a asa direita levou três meses de sessões diárias para ficar pronta.
 
Por trás da força de vontade do paciente, está o sólido trabalho desenvolvido pela superintendente Lair Moura na Apraespi. Lá, Vitório passou por sessões de psicologia, terapia ocupacional, fisioterapia com pilates, além das aulas de educação artística, fundamentais para o processo de reabilitação. Assim como Vitório, centenas de pacientes com deficiências físicas vindos de todas as cidades da região passam diariamente pelo Hospital Dia. “O atendimento multidisciplinar é o segredo do sucesso da Apraespi”, afirma Lair. “Vejamos o caso do senhor Vitório, cuja fantástica recuperação acompanhei bem de perto: o trabalho dos psicólogos foi fundamental na motivação do paciente, a fisioterapia e terapia ocupacional ajudaram muito no aprimoramento da destreza. Sem esse apoio, seria quase impossível para ele se descobrir como artista. São essas histórias de superação que há 45 anos me motivam a trabalhar na Apraespi”, completa.

“O atendimento na Apraespi me ajudou muito. Tanto é que eu comecei a fazer meus mosaicos aqui, foi aqui que peguei gosto pela arte. O trabalho que a Lair faz aqui é muito importante na vida de muitas pessoas, assim como foi na minha”, conta o paciente.

Em setembro deste ano, depois de quase dois anos de tratamento, depois de muita perseverança, Vitório finalmente conseguiu realizar seu desejo: voltar ao trabalho. Com uma cadeira de rodas, ele pavimentou a casa da família sozinho. É verdade que não é mais possível exercer a profissão como antes. Mas isso não importa para Vitório: “é muito bom saber que você está fazendo algo útil, isso é gratificante demais. Me sinto reabilitado”. Reabilitado através do poder da arte. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Marcelo Aguiar visita Apraespi e promete emenda

Em visita, deputado debateu projetos políticos com Lair Moura

Deputado promete emenda parlamentar

Durante visita à Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência) na tarde de quinta-feira, o deputado federal Marcelo Aguiar (DEM-SP) se reuniu por cerca de duas horas com Lair Moura, superintendente da entidade. Os dois discutiram estratégias eleitorais que serão utilizadas em 2014, já que o parlamentar deve se candidatar a reeleição, enquanto Lair possivelmente pleiteará uma vaga na Assembleia Legislativa. 

Além de assuntos políticos, foram discutidas a destinação de emendas parlamentares a Apraespi, que passa por fase de ampliação no atendimento em suas seis unidades. Lair destaca: "agora que conseguimos o CER IV, a destinação da emenda por parte do deputado Aguiar será muito importante para acelerarmos ainda mais a ampliação no atendimento da Apraespi". 

Ao término da visita, Aguiar elogiou a estrutura do centro de reabilitação. "Parabéns Lair Moura pelo belíssimo trabalho na recuperação de tantas crianças e famílias que passam por todas as unidades".


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Lair: ‘Atuar na saúde tem sido uma vocação’

ENTREVISTA 
- Lair Moura, superintendente da Apraespi

Jornal Opinião Pública 

'Em minha vida política o principal objetivo é ser deputada estadual'


Quando o assunto é saúde, o grande destaque de 2013 na região foi a Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com deficiência). situada na vizinha Ribeirão Pires, a Associação liderou todas as grandes mobilizações e protagonizou as maiores conquistas do ano. E não foram poucas. Para relembrá-las, o jornal Opinião Pública entrevistou a superintendente Lair Moura, que recapitulou as principais vitórias e apresentou suas projeções para 2014.


Opinião Pública - A senhora tem uma forte atuação na área da saúde. Qual sua motivação por essa área? 
Lair -   Milito na área da saúde junto com as Santas Casas. Faço parte da Federação das Santas Casas e sou provedora da Santa Casa de Batatais. Mas meu foco principal é a reabilitação de qualidade para as pessoas com deficiência em todas as áreas. Na Apraespi estou há 44 anos, e durante todo esse tempo foram grandes as conquistas, dediquei minha vida para a causa. Atuar na saúde tem sido minha vocação. 


Neste ano a Apraespi conseguiu importantes avanços. Qual foi a maior conquista? 
Com certeza foi o credenciamento da Apraespi como CER IV (Centro Especializado em Reabilitação IV), que nos foi concedido pelo Ministério da Saúde. Como CER IV, a Associação ampliará sua capacidade de atendimento e pretende, em pouco tempo, atender a fila de espera em reabilitação para os quatro tipos de deficiência: física, auditiva, intelectual e visual.

Aliás, não posso deixar de falar do momento em que o credenciamento foi anunciado na Apraespi. Foi uma verdadeira festa! A diretoria e todos os funcionários vibraram muito, foi uma cena realmente emocionante. O CER IV foi a maior conquista do ano. 

 A inauguração do Centro Oftalmológico da Apraespi também foi um marco importante para a saúde da região. 
É verdade! A Apraespi inaugurou neste ano a primeira unidade oftalmológica, com consultório equipado com máquinas de última geração. O centro foi o primeiro passo para o projeto do Hospital de Olhos de Ribeirão Pires, um ambicioso sonho que com certeza realizaremos! 
Com recursos do programa Viver sem Limites, do governo federal, no qual o CER IV está vinculado, poderemos adquirir importantes equipamentos para a saúde visual. 

Com o CER IV, quais unidades da Associação terão os serviços ampliados? 
O Hospital Dia, por exemplo, vai poder atender muito mais pessoas. A construção do quarto andar da unidade segue a todo vapor. Com o aumento do fluxo de recursos pelo CER IV, o número de pessoas atendidas poderá, no mínimo, dobrar. Isso é muito importante, pois o tempo na fila de espera por atendimento em reabilitação será mínimo. Em pacientes acometidos por certas sequelas esse ganho de tempo pode ser decisivo na sua recuperação. 

Qual foi o maior desafio de 2013? 
Obter o CER IV para a Apraespi. Fui para Brasília várias vezes, conversei com o ministro Alexandre Padilha (Saúde), com a coordenadora da Saúde da Pessoa com Deficiência, Dra. Vera Mendes. Eu e minha equipe de trabalho tivemos momentos árduos e noites mal dormidas, mas no fim tivemos o prazer de apreciar o doce sabor da vitória: a Apraespi finalmente foi habilitado pelo Ministério da Saúde como um Centro Especializado em Reabilitação IV, pronto para atender o cidadão com saúde de qualidade através do SUS. 

E o que esperar para 2014? 
Na Apraespi é inaugurar o quarto andar do prédio que abriga o CER IV e iniciar a ampliação da unidade, com outros quatro andares. 
Em minha vida política o principal objetivo é ser eleita deputada estadual. Se já consegui tantas vitórias sem ser parlamentar, na Assembleia Legislativa poderei fazer muito mais. Lutar pelos direitos do cidadão é minha missão, onde quer que eu me encontre.


 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Boletim APRAESPI - Fisioterapeuta alerta sobre doenças da terceira idade

RÁDIO

Paciente idoso recebe tratamento em fisioterapia na Apraespi

A fisioterapeuta do Hospital Dia, da Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência), Tatiane de Mello faz um alerta sobre as patologias e deficiências que podem acompanhar a chegada da terceira idade e ensina as melhores formas de prevenção. 

Clique no player abaixo e ouça:





Ministro Alexandre Padilha, muito obrigado!


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A maior conquista do ano

Apraespi é credenciada como CER IV pelo SUS e ampliará atendimento em reabilitação

Apraespi atende os quatro tipos de deficiência: física,
auditiva, intelectual e visual
A Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência) obteve sua maior conquista do ano. Foi publicado na quarta-feira no Diário Oficial da União que a Entidade foi habilitada pelo Ministério da Saúde como CER IV (Centro Especializado em Reabilitação IV), que só é conferido a unidades de reabilitação que atendem os quatro tipos de deficiência: física, intelectual, auditiva e visual.

Como CER IV, a Associação ampliará sua capacidade de atendimento e pretende, em pouco tempo, atender a fila de espera em reabilitação para os quatro tipos de deficiência.

Foi uma verdadeira festa a chegada da notícia da habilitação para os 360 funcionários e diretoria da Instituição. “Estou muito realizada com mais essa conquista da Apraespi, que contou com a ajuda de todos os funcionários, os quais não mediram esforços para que o título viesse”, comenta a superintendente Lair Moura. “É a maior conquista do ano”. 

“Infelizmente, a demanda de pessoas por atendimento em reabilitação nunca cessa. Com o CER IV vamos atender o maior número possível de pessoas e, assim, o tempo de espera será mínimo”, completa. A agilidade no fluxo de atendimentos pode ser decisiva, já que algumas sequelas requerem tratamento imediato.

Lair: "vamos atender o maior número possível
de pessoas"
Outro benefício trazido pelo credenciamento é a ampliação do número de vagas do Centro Oftalmológico da Associação, que é o primeiro passo para o futuro Hospital de Olhos de Ribeirão Pires e já conta com equipamentos de última geração.

Com 360 funcionários e 2 mil atendimentos diários, a Apraespi tem estrutura física e recursos humanos compatíveis para receber o credenciamento. A Entidade também é mantenedora do Hospital Dia, que trata pessoas com deficiência física e intelectual, além da Clínica Audiológica.

A Apraespi está habilitada também para oferecer cadeiras de rodas motorizadas (com indicação médica) e aparelhos auditivos com frequência modulada para crianças e jovens de cinco a 17 anos.

O anúncio do credenciamento CER IV para Apraespi vem após meses de intensa atuação de Lair junto ao Ministério da Saúde. “Conversei bastante com o ministro Alexandre Padilha (Saúde), que conhece profundamente o trabalho da Apraespi. Fui e voltei de Brasília várias vezes, mas agora finalmente podemos apreciar mais essa conquista”, afirma Lair.

Credenciamento

O CER IV, que foi concedido a Apraespi, faz parte do programa Viver Sem Limites, criado pela presidente Dilma Rousseff, que conta com a participação de 15 ministérios.





quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Boletim APRAESPI - Lair fala sobre programa Todos Iguais pela Educação

Lair discursa em festa na Apraespi

A superintendente da Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência), Lair Moura, explica a importância da aprovação do programa Todos Iguais pela Educação, que prevê a destinação de recursos para escolas filantrópicas por parte dos estados.

Clique no player abaixo e ouça:

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

‘Quero ver a população enxergando melhor’

Superintendente da Apraespi, Lair Moura desenvolve ações para fazer de Ribeirão um pólo de reabilitação em deficiências visuais

Lair conversa com oftalmologista sobre projetos desenvolvidos pela Apraespi

Desde 2012 começou a se formar, em Ribeirão Pires, uma rede de parcerias públicas que podem fazer a diferença na vida dos 8.299 cegos e das 64.982 com grande dificuldade de enxergar que vivem na região do Grande ABC. Até então desprovida aparelhos eficazes voltados a esse público, a estância turística vê surgir projetos idealizados pela superintendente da Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência), Lair Moura, que possibilitam tornar a cidade referência no atendimento de pessoas com deficiência visual. 

Uma das iniciativas é o chamado Projeto Glaucoma, que pretende promover um mapeamento da doença nas cidades de Ribeirão e Rio Grande da Serra, com a criação de um banco de dados que determine a quantidade de pessoas que precisam de atendimento e em que áreas esse contingente populacional está distribuído. Com esse número em mãos, é possível escalar a quantidade de oftalmologistas e em quais comunidades irão trabalhar. O oftalmologista Antonio Carlos da Silva Queiroz explica que as ações devem se intensificar na região: “Nós já traçamos todas as ações e vamos colher os frutos mais rápido do que imaginamos. Precisaremos ainda mais de doações colírios anestésicos, colírio para cicloplégia e lenços de papel”. Para reforçar a campanha, o médico espera contar com doações das empresas farmacêuticas da região.

Na área educacional, foi desenvolvido o projeto Boa Visão na Escola, criado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, visando organizar um mutirão para percorrer as escolas públicas do município e verificar as condições visuais de cada criança. Todos os dados colhidos deverão ser anotados em fichas, que serão utilizadas para solicitar óculos aos alunos que apresentarem necessidade. O objetivo é minimizar a dificuldade de aprendizado que algumas crianças sofrem por não enxergarem bem. 

Porém, o maior e mais ambicioso projeto é o Centro de Oftalmologia no Hospital Dia, da Apraespi, inaugurado em junho deste ano. A unidade servirá como um esboço do Hospital de Olhos de Ribeirão Pires, que pode liquidar a fila de espera regional. Os equipamentos utilizados no centro oftalmológico serão os mesmo que farão parte hospital.

“A Apraespi adquiriu equipamentos ultramodernos para iniciar as atividades no Hospital de Olhos, que futuramente fará transplante de córnea, cirurgias de catarata, tratamento de glaucoma, sempre levando saúde de qualidade para a população”, revelou a superintendente da associação, Lair Moura. 

Ainda em 2012, Lair encaminhou integrantes da equipe multidisciplinar da Apraespi para um curso de capacitação de avaliação visual em Belo Horizonte.

Atualmente são atendidas aproximadamente 50 pacientes por semana no centro oftalmológico, que passam por procedimentos médicos, exames e aferições. A expectativa é que, com a construção do Hospital de Olhos, a fila de espera em atendimento oftalmológico seja zerada. Já classificada como CER IV, credenciamento do Ministério da Saúde que só é dado a unidades que atendam os quatro tipos de deficiência (física, auditiva, intelectual e visual), a Apraespi dentro de alguns meses passará a receber os recursos para fazer de Ribeirão Pires uma referência na especialidade. Lair completa: “quero ver a população enxergando melhor”. 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Lair tem apoio das câmaras de Ribeirão e Rio Grande em moção

Vereadores querem criação de programa Todos Iguais Pela Educação; Presidente analisa pedido

Lair discursa na Câmara de Ribeirão


As câmaras de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra encaminharam à presidente Dilma Rousseff documento solicitando elaboração e aprovação de um projeto que institua para todo o País o programa Todos Iguais Pela Educação, oferecendo apoio permanente às escolas especiais filantrópicas. A iniciativa partiu da superintendente da Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência), Lair Moura, que contatou com vereadores das duas cidades. 

Lair discursou nas duas casas de leis e agradeceu o apoio de todos os parlamentares. No entanto, ressaltou que ainda há muito a ser feito: “precisamos da presidente Dilma e de todo o Congresso Nacional para aprovar essa lei e manter garantidos os direitos das pessoas com deficiência”.

“É nosso dever contribuir para preservar o atendimento de uma instituição tão importante quanto a Apraespi. No que for necessário, a entidade pode contar com o apoio desta casa”, declarou Edson Savietto, o Banha (PDT), membro da mesa diretora da Câmara de Ribeirão Pires.

"Tinha certeza que todos os vereadores assinariam essa moção, é nosso dever defender o povo, ainda mais os deficientes", afirmou o vereador Manoel Messias (PV), autor do projeto em Rio Grande da Serra. 

A moção dos vereadores é anunciada poucos meses antes da realização da Conae (Conferência Nacional de Educação), marcada para fevereiro do ano que vem, em Brasília. Entre as propostas votadas na conferência que mais preocupam as Apaes, está a que sugere o congelamento e a extinção de todos os convênios do governo com os centros educacionais filantrópicos. 

Enquanto ocorrem os debates para aprovar no Congresso o programa Todos Iguais pela Educação, a versão paulista da lei segue em pauta em três comissões da Assembleia Legislativa. “Vou continuar lutando para que seja aprovada essa lei em São Paulo. Mas o ideal para todo o cidadão com deficiência brasileiro é que o Congresso Nacional institua o seu programa Todos Iguais pela Educação e, assim, contemple todas as cidades do País”, destacou Lair.

Programa
O programa Todos Iguais Pela Educação já é lei no Paraná, tornando obrigatório que as escolas básicas de educação especial tenham os mesmos direitos de recursos que o governo destina às escolas da rede estadual de ensino.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Não adianta só deixar tudo azul

Lair Moura 
- Superintendente da Apraespi

Depois de vermos os principais monumentos do mundo completamente ‘pink’ por conta da Campanha Outubro Rosa - pelo combate ao câncer de mama -, chegou a vez de ficar tudo ‘blue’ graças a Campanha Novembro Azul - que visa prevenir o câncer de próstata. Claro, são campanhas muito importantes, mobilizam a imprensa internacional, chamam atenção em qualquer grande portal. Mas o fato é que não adianta só deixar tudo azul sem que hajam efetivas políticas públicas pelo combate e, principalmente, pela prevenção do câncer de próstata. 

E quando eu falo em políticas públicas, me refiro à construção de um centro de diagnóstico devidamente equipado, com profissionais qualificados e uma equipe bem treinada. É por isso que estou trabalhando arduamente pela construção de um centro com a especialidade em Ribeirão. Tenho certeza que vamos conseguir! Em meus contatos diários com a população, tenho notado que as pessoas estão realmente bastante engajadas e unidas. 

Lembrando que “é melhor prevenir do que remediar”, é necessário que os equipamentos de saúde pública do nosso município incentivem a prevenção, com cartilhas, campanhas e orientações nas consultas médicas. Temos que contar que as unidades sempre incentivem os pacientes com mais de 40 anos a realizarem os exames.

 Só que não adianta também o governo fazer sua parte e os homens não se cuidarem. Os homens precisam se lembrar que vergonha não é fazer o exame, e sim deixar a família órfã porque não fez!



Secretário de Saúde promete centro de câncer de mama para Ribeirão Pires

Após mobilizações de Outubro Rosa, David Uip promete recursos para Ribeirão; Prazo não foi estipulado 

Lair firma compromisso com secretário estadual de Saúde
- Brasília

Após se reunir em Brasília com a superintendente da Apraespi  (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência), Lair Moura, o secretário estadual de Saúde, David Uip, se comprometeu a viabilizar o pedido para Ribeirão Pires ter um centro diagnóstico equipado com mamógrafo e equipamentos para detectar câncer de mama, próstata, útero e ovário. No entanto, nenhum prazo foi estipulado.

“É uma necessidade legítima da cidade e o governo do Estado com certeza providenciará os recursos para a construção dessa unidade”, prometeu Uip.  

Com mais de 120 mil habitantes, Ribeirão Pires é a única cidade do Grande ABC que ainda não dispõe de um centro com a especialidade. 

O anúncio do secretário ocorre após a Apraespi liderar pela cidade as campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul, que pediam a criação de uma unidade para prevenção do câncer de mama e próstata. Um abaixo assinado com o pedido está sendo formulado para ser entregue ao governador Geraldo Alckmin. 

“Tanto o secretário Uip quanto o governador perceberam a seriedade da nossa mobilização e com certeza atenderão as demandas de Ribeirão Pires.  Voltei da reunião [com o secretário de Saúde] com as esperanças renovadas de que vamos alcançar nossos objetivos”, declarou Lair, líder das mobilizações de outubro e novembro em Ribeirão. 

Abaixo Assinado
Enquanto as negociações com o governo estadual seguem, funcionários e moradores atendidos pela Apraespi continuam a recolher assinaturas para o pedido que será enviado a Alckmin. 

A novidade é que a petição pode ser assinada também pela internet, através do site Avaaz.org. Para isso, basta acessar a página www.apraespi.org.br/petiçao.html e seguir as instruções. 

Os pontos físicos de coleta de assinatura em Ribeirão Pires permanecem os mesmos: a Apraespi (rua José Alvarez, 84, Centro) e a Rádio Pérola da Serra (avenida Francisco Monteiro, 518, Centro).

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Apraespi cria petição no site Avaaz.org solicitando centro de câncer de mama em Ribeirão



Ligada às campanhas Outubro Rosa - contra o câncer de mama - e Novembro Azul - contra o câncer de próstata -, a Apraespi criou uma petição virtual no site Avaaz.org para reforçar a coleta de assinatura que já é realizada nos pontos físicos.

Para contribuir com o abaixo assinado virtual, o internauta deve digitar seu e-mail na seção "Assine a petição", localizada no canto superior direito do site. Em seguida, um link será aberto pedindo o CEP e o país do assinante. Após preencher esses dados, basta clicar em "Assine".

A melhor maneira de espalhar a campanha é através de e-mails e redes sociais. Para isso, basta ir ao canto inferior do site e clicar nos links das plataformas com as quais o internauta decida divulgar para todos seus contatos o abaixo assinado. As opções são: e-mail, Facebook, Twitter e Orkut.

Um segundinho que você gasta assinando poderá ajudar a salvar vidas. 

Padilha e Lair negociam ampliação no atendimento a deficientes pela Apraespi

Com credenciamento do SUS, Apraespi prevê zerar fila de espera em até três anos

- Brasília

Lair e Padilha posam para foto após reunião
Aproveitando o lançamento do programa Mais Santas Casas, do Ministério da Saúde, realizado em Brasília na última quinta-feira, a superintendente da Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência) Lair Moura se reuniu com o ministro Alexandre Padilha, onde solicitou que o SUS credencie a associação como CER IV (Centro Especializado em Reabilitação IV). Caso o pedido seja atendido, a fila de espera por atendimento em reabilitação pode ser zerada.

O CER IV é um credenciamento do Ministério da Saúde que só é dado a unidades que atendem os quatro tipos de deficiência: física, intelectual, auditiva e visual. 

A vantagem de ser um CER IV está no financiamento subsidiado pelo SUS. Mais recursos serão destinados para o custeio dos atendimentos, sem contar a verba extra para bancar órteses, próteses e meios de locomoção. O Ministério da Saúde encaminha recursos também para reforma, readequação ou ampliação.

Alexandre Padilha deverá providenciar o credenciamento até março de 2014. “A Apraespi faz um trabalho excelente e é merecedora do credenciamento”, comentou o ministro. 

Com 360 funcionários, a APRAESPI tem estrutura física e recursos humanos compatíveis para receber o credenciamento. A entidade é mantenedora do Hospital Dia, que trata pessoas com deficiência física e intelectual. Possui ainda um centro audiológico e desde o ano passado presta atendimento oftalmológico.

“É questão de tempo para a Apraespi ser reclassificada como CER IV e dar um grande passo para atender a demanda em reabilitação, sendo cumpridas todas as etapas necessárias para um tratamento eficaz”, afirmou otimista Lair Moura. 

‘Viver sem Limites’
A Apraespi confirma no próximo dia 14 sua adesão ao programa Viver sem Limites, do governo federal.  Em parceria com a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Prefeitura de Ribeirão Pires, serão desenvolvidas ações para ampliar o atendimento de pessoas com deficiência nas áreas de saúde, educação, inclusão e capacitação profissional e assistência social.

Segundo o Censo 2010, o País possui 45,6 milhões  pessoas com deficiência - 24% da população -.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Campanha contra câncer de mama continua


Mesmo com o fim de outubro, a Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência) continua com a campanha de prevenção e combate ao câncer de mama intitulada Outubro Rosa, que solicita através de um abaixo assinado a construção de um centro diagnóstico para a especialidade em Ribeirão Pires. As mobilizações contam com apoio da Secretaria Municipal de Saúde e do PSC Mulher.

"A coleta de assinaturas pela cidade está indo muito bem. Recolhemos um grande número em um período de tempo muito curto. Creio que em bem pouco tempo já teremos a quantidade de assinaturas suficiente para formalizar o pedido", afirmou a superintendente da Apraespi Lair Moura, fazendo referência à solicitação que será entregue ao governador Geraldo Alckmin acompanhada das assinaturas.

Os pontos de coleta de assinatura em Ribeirão Pires permanecem os mesmos: a Apraespi (rua José Alvarez, 84, Centro), a Rádio Pérola da Serra (avenida Francisco Monteiro, 518, Centro) e uma unidade móvel no Terminal Rodoviário.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Apraespi inicia campanha contra câncer de próstata



Depois de organizar pela região a Campanha Outubro Rosa, que reuniu iniciativas pelo combate e prevenção do câncer de mama, a Apraespi adere agora à Campanha Novembro Azul, focada no câncer de próstata. Declararam apoio à mobilização o PSC Mulher e a Secretaria de Saúde de Ribeirão Pires.

Assim como a campanha anterior, o objetivo da Novembro Azul é criar no município um centro de prevenção e tratamento de câncer de próstata. Para isso, funcionários e familiares de pacientes da Apraespi estão organizando um abaixo assinado que será entregue ao governador Geraldo Alckmin.

“A campanha Outubro Rosa foi um sucesso e a Novembro Azul também será! Conseguiremos o maior número de assinaturas para que o governador proporcione para Ribeirão um presente duplo: um centro de prevenção de câncer de mama e câncer de próstata. Vamos conseguir!”, afirmou a superintendente da Apraespi, Lair Moura, que lidera as mobilizações pela cidade. 
 Os pontos de coleta são os mesmos que foram utilizados na Campanha Outubro Rosa: a Apraespi (rua José Alvarez, 84, Centro), a Rádio Pérola da Serra (avenida Francisco Monteiro, 518, Centro) e uma unidade móvel instalada no Terminal Rodoviário. 
Além de promover o abaixo assinado, os representantes da Apraespi planejam distribuir panfletos com métodos de prevenção e combate do câncer de próstata. 
Mais informações sobre a Campanha Novembro Azul serão postadas no site www.apraespi.org.br.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Lair quer apoio da Câmara Federal para criar Todos Iguais pela Educação no País

Proposta torna obrigatório financiamento de Apaes, creches e escolas especiais filantrópicas


A superintendente da Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência) Lair Moura pretende colocar em pauta no Congresso a criação de uma versão nacional programa do Todos Iguais pela Educação, tornando obrigatório aos estados o financiamento de Apaes e escolas especiais filantrópicas. Para isso, ela viaja amanhã para Brasília, onde deverá se reunir com deputados e senadores. 

Além de se reunir com um grupo de parlamentares, Lair entregará ofício com detalhes do projeto para todos os deputados federais. Já é dado como certo nos bastidores o apoio da "Frente Nacional das Apaes", composta por políticos tanto da base do governo quanto de oposição.

O cenário mais favorável para as Apaes é que o projeto seja aprovado ainda neste ano. Desta forma as entidades estarão protegidas de qualquer decisão negativa tomada na Conae (Conferência Nacional de Educação), marcada para fevereiro de 2014, em Brasília. Entre as propostas prejudiciais que serão votadas na conferência está a que sugere o congelamento e a extinção de todos os convênios do governo com os centros educacionais filantrópicos. 

“Tenho certeza que voltarei de Brasília com as forças renovadas para continuar trabalhando pela aprovação dessa lei. É fundamental para as Apaes. Os deputados federais certamente fortalecerão o movimento”, afirmou a superintendente.

Em São Paulo
Enquanto ocorrem os debates para aprovar no Congresso o programa Todos Iguais pela Educação, a versão paulista da lei segue em pauta em três comissões da Assembleia Legislativa. “Vou continuar lutando para que seja aprovada essa lei em São Paulo. Mas o ideal para todo o cidadão com deficiência brasileiro é que o Congresso Nacional institua o seu programa Todos Iguais pela Educação e, assim, contemple todas as cidades do País”, destacou Lair. 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Fiquei chocada quando soube que quase 20% das minhas colegas morreram de câncer de mama

DEPOIMENTO

Lair Moura
- Superintendente da Apraespi

Estive em Jaú no fim de semana, no encontro com os formandos do curso de magistério que fiz em 1968. Éramos 60 alunos.

Fiquei chocada quando soube que dez companheiras que concluíram o curso morreram de câncer de mama, isto é, praticamente 20% da sala. É um número altíssimo. Infelizmente, a prevenção tanto do câncer de mama quanto de colo de útero e ovários não é levada a sério no Brasil. 

Sabendo da morte das companheiras de magistério, conversei com as colegas presentes no encontro sobre a campanha que estou desenvolvendo no ABC e resolvi propor uma ação semelhante ali.  A reação das minhas amigas me surpreendeu, mas positivamente: todas  aceitaram o desafio e demonstraram estar extremamente engajadas na luta pela prevenção. Agora, em Jaú, cidade de algumas presentes, se iniciou a busca por melhorias nas políticas públicas de prevenção do câncer de mama. 

Isso mostra que só com mobilização é possível fazer valer aqui no ABC o direito do cidadão. Neste caso, das cidadãs. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Abaixo assinado pede centro diagnóstico de câncer de mama

Funcionários e famílias atendidas pela Apraespi lideram as mobilizações pela cidade

Para abrir um centro diagnóstico de câncer de mama em Ribeirão Pires, funcionários e familiares de pacientes da Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência) estão desde sexta-feira recolhendo assinaturas para formalizar o pedido que será entregue ao governador Geraldo Alckmin. As ações fazem parte da campanha Outubro Rosa, organizado pela associação em parceria com o PSC Mulher. 

"Vamos tentar aproveitar a alta visibilidade que o câncer de mama vem recebendo este mês tentando sensibilizar o governador para que finalmente inaugure um hospital com essa especialidade em Ribeirão. É uma necessidade das nossas mulheres", afirmou a superintendente da Apraespi, Lair Moura, que lidera as mobilizações pela cidade. Com mais de 120 mil habitantes, Ribeirão Pires é a única cidade do Grande ABC que ainda não dispõe de uma unidade para prevenção de câncer de mama. 

Já foram definidos dois pontos de coleta de assinaturas na cidade: a Apraespi (rua José Alvarez, 84, Centro) e a Rádio Pérola da Serra (avenida Francisco Monteiro, 518, Centro). Além de promover o abaixo assinado, os representantes da Apraespi estão distribuindo panfletos com informações sobre o câncer de mama. 


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Lair busca apoio das Apaes para aprovar lei por educação especial

Objetivo é garantir que governo estadual financie escolas especiais filantrópicas

Lair negocia com Ubiali apoio da Federação das Apaes
O desafio de manter as Apaes funcionando continua para Lair Moura. A superintendente da Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência) trabalha pela aprovação de uma lei nos moldes da que criou no Paraná o programa Todos Iguais pela Educação, que torna obrigatório ao governo estadual o financiamento de escolas especiais filantrópicas. Para isso, ela busca apoio das 300 Apaes do Estado para cobrar celeridade dos deputados estaduais na votação do projeto.

A superintendente atuou intensamente durante as últimas semanas enviando ofícios às Apaes para engrossarem as fileiras a favor da criação da lei. Ela conversou sábado, 12, com o presidente da Federação das Apaes do Estado de São Paulo, Marco Ubiali, que prometeu fortalecer a causa. "A Federação das Apaes com certeza reunirá todas as associações em um esforço conjunto para aprovar a lei em São Paulo".

Lair deve continuar sua peregrinação pelas escolas especiais do interior e litoral, que seguirá até o fim deste ano. "Agora é a vez das Apaes e demais escolas filantrópicas especiais mostrarem sua força, cobrando do governo o justo financiamento pela viabilização do direito à educação das crianças com deficiência", afirmou.

Além do apoio das Apaes, Lair se articula para fortalecer o movimento com representantes dos poderes Executivo e Legislativo do Estado de São Paulo. O governador Geraldo Alckmin já foi oficiado a respeito do projeto, assim como os deputados estaduais.

O objetivo de Lair é assegurar que as escolas especiais continuem a receber recursos públicos, independente do que for decidido na Conae (Conferência Nacional de Educação), marcada para fevereiro de 2014, em Brasília. Ela pretende se antecipar à conferência reunindo o movimento apaeano para garantir a aprovação de uma lei favorável às escolas filantrópicas ainda neste ano. "Só assim a Apraespi e as Apaes estarão protegidas para continuar oferecendo educação gratuita de qualidade para milhares de crianças com deficiência”, justificou.

SUCESSO
Aprovado em agosto no Paraná, o programa Todos Iguais pela Educação é considerado um sucesso pelas escolas especiais. Mais de 413 instituições foram assistidas, beneficiando 42 mil alunos com deficiência. O governo paranaense destinará até a metade do ano que vem mais de R$ 436 milhões às escolas de educação básica na modalidade educação especial.



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Apraespi quer centro para prevenção de câncer de mama em Ribeirão



Aderindo a campanha Outubro Rosa, movimento internacional que atua no combate ao câncer de mama, a Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência) está organizando um abaixo assinado para construir em Ribeirão Pires um Centro de Diagnóstico equipado com mamógrafo e equipamentos para detectar câncer de mama, útero e ovário. O documento será encaminhado ao governador Geraldo Alckmin. 

A iniciativa da campanha partiu do PSC Mulher de Ribeirão, liderado pela superintendente da Apraespi Lair Moura. O partido já formalizou apoio ao movimento e prometeu ajudar na coleta de assinaturas pela cidade. "O câncer de mama leva a vida de muitas mulheres, inclusive já tivemos vários casos na Apraespi. Eu entendo que é obrigação do Estado oferecer saúde preventiva de qualidade, por isso nossa cidade precisa desse Centro de Diagnóstico", justificou Lair.

A Apraespi já está recolhendo assinaturas em sua sede, que fica na rua José Alvarez, 84, no centro de Ribeirão Pires. Em parceria com o PSC municipal, a Entidade também distribuirá folhetos com informações sobre o câncer.  

















sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O game da reabilitação

Depois de divertir gerações de todas as idades, videogames se tornam poderosos instrumentos na recuperação de pessoas com deficiências físicas





Por Diego Simi

1947, Estados Unidos. Thomas Goldsmith Jr. e Estle Ray Mann patenteiam um peculiar aparelho descrito como um “dispositivo de entretenimento com tubo de raios catódicos”, criado com o intuito de emular radares de guerra, com simulações de mísseis acertando alvos fixos numa tela. A inusitada máquina militar serviu de inspiração para que 4 anos mais tarde, na Inglaterra, fosse criado o computador NIMROD, considerado como o primeiro videogame da história. De lá para cá, foram desenvolvidos aproximadamente 500 tipos de videogames em todo mundo, com as mais variadas plataformas e condições de jogabilidade.

 2013, Brasil. Depois de ser a paixão de gerações de gamers de todas as idades, os videogames agora estão sendo utilizados também em uma nova forma de reabilitação para pessoas com deficiências físicas. Acrescentando descontração ao tratamento, a gameterapia é um método executado através de exercícios com consoles capazes de detectar movimentos em três dimensões. “Ou seja, não é daqueles games que se joga sentado com um controle com fios. Na gameterapia se joga com os movimentos do corpo e é aí que entra a possibilidade de trabalharmos melhor esses movimentos do paciente”, explica Irma Oliveira, coordenadora do Hospital Dia, da Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência), uma das primeiras unidades da região do Grande ABC a implantar o método em seu quadro de atendimento.

A iniciativa de trazer a gameterapia para a Apraespi foi da superintendente Lair Moura, que adquiriu os aparelhos e mandou especializar uma equipe composta por fisioterapeutas e professores de educação física. “Em uma das minhas idas à Santa Casa de Batatais, conheci a gameterapia na Faculdade de Fisioterapia Claretiana. Era uma tecnologia de ponta, com altos resultados e resolvi implantá-la imediatamente na Apraespi”. 

Os jogos mais recomendados na terapia dos games são aqueles que imitam partidas de futebol, vôlei de praia, boliche, dança, jogos de equilíbrio, exercícios aeróbicos e de cognição.  Estudos mostram que praticar gameterapia diminui a rigidez articular, reforça o equilíbrio e melhora os movimentos dos membros superiores e inferiores. Isso torna a terapia eficaz no tratamento de pessoas que sofreram, por exemplo, Parkinson, traumatismo craniano e AVC (Acidente Vascular Cerebral). Até mesmo episódios de depressão são combatidos com eficiência. 

“Outra coisa bacana da gameterapia é que, por ser um processo lúdico, o paciente se diverte bastante jogando e fica estimulado a continuar o tratamento até o fim”, comenta Camila Souza, fisioterapeuta da Apraespi. “Tem gente que não gosta de fazer fisioterapia. Acha chato, incômodo e desiste do tratamento no meio do caminho. Com a terapia dos games, isso não acontece”. 

José Roberto Dandalo, 63 anos, morador de Ribeirão Pires, é um dos que seguem firme fazendo as sessões de fisioterapia com videogames. Ele está aposentado há 7 anos por conta de uma amiotrofia espinal, uma grave doença que comprometeu-lhe os movimentos dos membros inferiores. “Era muito sofrido, eu não podia mais trabalhar, não conseguia me aposentar. Mas o pior de tudo era a dor na perna. Como doía!”, conta.

 Antes de vir para a Apraespi, Roberto sofria quedas com frequência, fator que agravou ainda mais seu problema na perna esquerda. No entanto, desde o início deste ano, o paciente começou o tratamento em gameterapia e as coisas começaram a melhorar. “Eu me divirto bastante jogando esses joguinhos, são muito bons. Gosto de jogar aquele de boliche, sempre faço muitos strikes”, relembra rindo. 

Mas o melhor resultado proporcionado pelo game foi a recuperação física de Roberto. Como o boliche é um jogo em que o posicionamento das pernas é fundamental para um bom arremesso,  Roberto foi a cada sessão ganhando mais e mais equilíbrio. O resultado foi visível: “Eu já consigo subir qualquer ladeirão sem a ajuda de ninguém. E olha que aqui em Ribeirão o que não falta é ladeira.  Eu fiquei bom muito mais rápido do que imaginei”.

 A Apraespi já estuda a ampliação do atendimento em gameterapia, principalmente para crianças. Atualmente a unidade atende aproximadamente 80 pessoas nessa modalidade em dois turnos diários. Com a expansão, mais moradores da região poderão, assim como Roberto, se recuperar de uma doença ou acidente da melhor maneira possível: rindo e se divertindo.


Gameterapia em grupo na Apraespi

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Por pressão das Apaes, MEC promete mudar texto do PNE

Após muita pressão das entidades dedicadas às crianças e jovens com deficiência, como Apaes e a Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência), o MEC (Ministério da Educação) anunciou ontem que vai reeditar a Meta 4 do PNE (Plano Nacional de Educação), que previa retirar crianças com deficiências das escolas especiais para realocá-las na rede pública de ensino.

O MEC também informou que a Meta 4 não vai mais definir uma data para o fim dos repasses do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) às instituições que oferecem ensino especial. A previsão inicial era que esses repasses fossem cortados a partir de 2017, o que gerou diversos protestos. 

O Plano Nacional de Educação havia sido aprovado na Câmara dos Deputados com o seguinte texto para a Meta 4: “Universalizar, para a população de quatro a 17 anos, o atendimento escolar aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, na rede regular de ensino, garantindo o atendimento educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou comunitários, nas formas complementar e suplementar, em escolas ou serviços especializados”. 

(Com Agência Senado)





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